Review - Sonic X Shadow Generations

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Capa de Sonic X Shadow Generations

Sonic X Shadow Generations é um jogo de ação desenvolvido pela Sonic Team e publicado pela SEGA. Shadow the Hedgehog está de volta com o Sonic clássico e o moderno em SONIC X SHADOW GENERATIONS, que oferece duas experiências originais!

Jogue uma campanha nova com a Forma de Vida Suprema! Percorra fases icônicas do Shadow, descubra segredos e desperte poderes para salvar o mundo.

Após tanto tempo, poder revisitar Sonic Generations junto de uma extensão que é praticamente um jogo próprio e um bom motivo para vender o seu rim, Shadow Generations, não tinha como ter outra experiência além de pura alegria e muito ânimo para jogar.

Começando pelo Sonic Generations, não temos nenhuma história muito complexa, Sonic tem o seu aniversário interrompido por uma entidade que manipula o espaço-tempo, fazendo com que ele se encontre com a sua versão clássica para que juntos ajeitem os mundos e derrotem o Time Eater (além de muito fan service e coisas que até o fã com mais hiperfoco desiste de tentar arranjar alguma explicação).

Na parte artística o jogo brilha bastante, não só na direção de arte das fases que ficaram bem elaboradas como também na trilha sonora, ótima por remasterizar as clássicas músicas e trazer uma versão diferenciada no hub e nas versões alternativas do 2D para o 3D e vice-versa, mesmo que alguns remixes sejam um pouco fracos relativamente ao original.

A gameplay tem um ritmo interessante, cada fase tem 2 atos, um com o Sonic clássico, e outro com o moderno, cada uma tendo as suas mecânicas e dinâmicas próprias, além de possuírem habilidades equipáveis que podem ajudar.

O Sonic clássico possui uma estrutura e jogatina baseadas nos clássicos (puxa, quem diria), que num geral possuem uma estrutura ótima, todas são bastante labirínticas na medida certa e a física do ouriço não é nada mal, acho até engraçado o quanto seu Spin Dash é exageradamente rápido, e ver que o level design muitas vezes te possibilita a usar ele de formas um tanto criativas (como pular logo após um Spin Dash para sair loucamente por aí) é algo bem satisfatório.

Já o Sonic moderno se baseia na fórmula Boost no ambiente 3D apresentada pelo Unleashed, e mesmo que eu tenha sentido que ele ficou um pouco mais lento em relação ao seu antecessor, ainda acho que o jogo utiliza bastante bem a mecânica, além disso, temos sessões em 2D que me lembram o Sonic Colors, mas aqui estão na medida certa e são bem agradáveis, também é apresentado algumas sessões um pouco mais cinemáticas as vezes que são muito maneiras e a maravilhosa função de fazer acrobacias em certas rampas que é simplesmente estiloso demais.

A seleção de fases e chefões, foram escolhas ótimas num geral, senti uma saudade de algumas fases do Unleashed, mas a selecionada também é fantástica, e o cuidado que a Sega teve em tudo isso é algo de se admirar bastante, todos possuem as suas próprias particularidades, charmes, enquanto trazem um ar de algo novo e feito com bastante carinho, sendo muito divertidas em ambos os atos, ou até um tanto quanto melhor que a original, como a luta contra o Perfect Chaos que agora tem uma maior complexidade, ou a City Escape que já era fantástica na original, e agora ficou ainda mais icónica, e ver eles reimaginados completamente para se adaptar ao modelo 2D ou 3D é maravilhoso, e em todo esse êxtase eles tinham que dar uma bola fora à reta final por que já estava a ficar bom demais para ser verdade.

Estou falando do Planet Wisp e o chefão Time Eater, e começando pelo Planet Wisp, eu até entendo a escolha dessa fase, mesmo que eu ame a Starlight Carnival pelo seu início maravilhoso no ato 1 do Sonic Colors, o planeta dos Wisps tem um charme gigantesco no seu início e possui diversos elementos desses aliens no design da fase, então talvez seria o que mais representa o jogo original, entretanto, mesmo que eu até consiga divertir-me com ela nas sessões iniciais, ela é extremamente maçante, longa demais e a escolha de Wisps para se utilizar é um tanto quanto fraca, o rosa até que é interessante, mesmo sendo desengonçado, mas o de foguete facilmente poderia ser trocado pelo Wisp ciano que é bem mais legal de se usar.

Agora sobre o grandioso Time Eater… As lutas de Super Sonic nunca foram das mais complexas, o que normalmente mais brilha é a sensação de poder e de ser a última esperança, a última cartada para finalizar com chave de ouro a história, e eles conseguiram errar com isso, a cutscene é simples, mas bem garantida, com todos os personagens motivando os ouriços a se levantar e descer o soco no monstro que estava com um design megalomaníaco e bem maneiro, aí chegamos na gameplay, sendo o grande elefante na sala, pois ela simplesmente não funciona direito, enquanto na versão de 3DS o confronto é realmente ótimo e bem intuitivo, aqui na versão original precisa de ficar com um monte de gente falando na sua orelha com dicas que não resolvem quase nada e apenas irritam, nada aqui é intuitivo, tudo é extremamente confuso de se entender e passar ele sem tomar dano é quase uma tortura se não ver algum guia que explique exatamente o que precisa de ser feito, é facilmente um dos piores chefões da era moderna.

Depois disso tudo, sobra a platina, que é bem tranquila, esse é talvez um dos jogos de Sonic mais tranquilos de se pegar o Rank S, já que não é necessário juntar pontos com inimigos, acrobacias ou rings, mas apenas zerar antes de um certo tempo (que é bem generoso) e não morrer, além de que os desafios são muito divertidos até para pegar Rank S e aproveitam mais das fases que por si só já são ótimas de se rejogar, a única parte que continuo não achando que combina muito com Sonic são os coletáveis, é bem chato parar tudo para poder pegar moedas vermelhas e Chao por aí.

Sonic Generations é um marco e uma ótima forma de se comemorar tantos anos de história desse ouriço, e mesmo que a remasterização não tenha sido tão necessária, é legal poder jogar com algumas coisinhas repaginadas e a sessenta FPS fixos.

Agora, indo para a estrela da vez, Shadow Generations, temos não só uma extensão, como também um jogo completamente novo, feito aos moldes e até na mesma engine de Sonic Frontiers, com isso em mente, os primeiros impactos vem à tona, o jogo tem uma sensação totalmente própria em relação ao Sonic Generations, gráficos mais atualizados, FPS mais alto e um escopo ainda maior até no seu maravilhoso hub.

Bem, mas indo por partes e já aproveitando a deixa, a parte artística do jogo está fantástica, desde os gráficos maravilhosos, até a trilha sonora que trouxe clássicos com uma belíssima mestria, e a direção de arte que não deixou nada a desejar, mantendo a essência de cada fase enquanto atualizava e mantinha o ar de algo novo.

Indo para a gameplay, estranhei um pouco de início por sentir que Shadow havia ficado um pouco mais lento que a gameplay do Sonic Generations, mas com o tempo acostumei, principalmente por que mesmo com essa impressão, o jogo é recheado de velocidade a todo momento, trazendo também atos focados em 3D e 2D que são muito bem executados, ainda mais quando colocamos na conversa as mecânicas novas.

Shadow agora tem poderes que são desbloqueados, e eles são realmente ótimos e muito bem aproveitados não só nas fases como também em desafios e até no hub maravilhoso que foi apresentado.

E falando dele, esse hub é praticamente uma experiência própria, nunca fui tão fã de coletáveis em Sonic, mas ter um local exclusivamente focado em exploração junto de sessões de plataforma que lembram as particularidades que cada mundo é algo muito divertido, o único coletável que me incomodou foi o das ferramentas, já que para achar as últimas foi maçante, mas tirando ela, foi uma experiência ótima, ainda mais nas próprias fases, já que nelas esse sistema ficou muito mais simples, ao invés de Omochaos e moedas vermelhas, temos apenas algumas fichas obtidas em alguns pequenos desvios e são muito mais tranquilas de se obter, sendo muito mais agradável.

E as funções dos colecionáveis também ganharam uma função ainda mais legal, agora não só ganhamos artes conceituais e trilhas sonoras, como também temos resumos da história do Shadow em cada jogo e o fantástico Diário do Gerald, um diário com mais detalhes por parte de quem criou o Shadow sobre todos os eventos ocorridos e até coisas antes deles, trazendo muito mais o ponto de vista dele e nos dá uma ideia melhor de quem ele era como pessoa.

Já que comentamos sobre a história, ela é talvez uma das melhores que pude ter o gosto de experienciar num jogo de Sonic, Shadow por muito tempo ficou em um certo limbo de perdas de memórias e traumas do passado, tendo algo realmente diferente só em Sonic 2006, e agora, após tanto tempo, poder ver isso concluindo-se de uma forma épica e de aquecer o coração é algo realmente emocionante.

Quanto à seleção de fases e bosses, ficou ótima, o capricho que tiveram principalmente em fases como a de Sonic 2006 e de Sonic Heroes é realmente impressionante, além disso, os bosses viraram um completo espetáculo, a cada luta nova era mais um chamado para minha criança interior ficar pulando de alegria por ver algo que parecia vir diretamente de um sonho, confrontos eletrizantes, uma música de fundo escalonando tudo e finalizações épicas era tudo o que eu precisava para ter a dopamina mais efetiva diretamente no cérebro.

Sonic X Shadow Generations é aquele tipo de jogo que tinha tudo para dar certo, e deu até mais do que eu esperava, revivendo um clássico maravilhoso da Sega junto de um jogo que traz uma tão aguardada conclusão para os traumas que perturbaram tanto o Shadow por esses anos, além de finalmente termos novamente a sensação maravilhosa de que Sonic se encontra no seu auge e que podemos ter muitas expectativas sobre o que está por vir no futuro.


Capa de Sonic X Shadow Generations

Sonic X Shadow Generations

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Redigido por

caduco

Olar! Só querendo aproveitar a vida, tentando zerar todos os jogos que me dá vontade e falhando miseravelmente.